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Ainda é tempo
Ainda é tempo
Oh! Mamãe. Procurei no seu riacho, cardumes a passar e não vi mais nada. Onde está aquela flor que perfume exalava, a abelha quer mantimento pra sua jornada.
O sol poente, que mostrava o anoitecer, esconde-se na fumaça, no horizonte. Seus raios tão tristes, caídos sobre o mar, procuram disfarçar-se, atrás dos montes.
Fora da visão, oceano de água azul, por perto os seus peixes, nadando ao lixo. O senhor, que cuidava dessa beleza, parece que deixou tudo ao nosso capricho.
Os seus rios, pastos, montes e matos, bebem água contaminada que vem do espaço. Parece que tudo, caiu no esquecimento e o planeta azul, virará bagaço. Mariano P. Sousa
Escrito por pesousa às 18h43
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